Trata-se de uma cópia, realizada em 1766, do inventário de bens móveis e de raiz existentes no concelho em 1560. No primeiro grupo incluem-se livros e documentos diversos, utensílios e objetos de mobiliário. O documento regista ainda, conforme o próprio título indica, um conjunto de bens de raiz, quer rústicos quer urbanos. Menciona as casas da câmara, a estalagem, o curral do concelho, a praça e um conjunto de bens rústicos constituído por terras de centeio e soutos municipais, carvalhais, castanheiros e nogueiras.
Na enumeração desses bens não existe uma ordem rígida, funcionando como base o fator geográfico.
O documento reveste-se de elevada importância também no que diz respeito ao estudo da toponímia do concelho.
Uma nota importante: à data não faziam parte do concelho a freguesia de Sameiro e de Vale de Amoreira, daí a inexistência de qualquer referência a bens aí situados.